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Portugal: A Revolução dos Cravos

MOACIR LÁZARO DE MELO

25/04/2023 às 08h57 Atualizada em 25/04/2023 às 09h04
Por: Redação
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Moacir Lázaro de Melo é empresário e líder classista em Anápolis

O dia 25 de abril é comemorado em nossa pátria-mãe, Portugal, o dia da liberdade. Nesta data, em 1974, os militares se revoltaram contra o então regime ditatorial do Estado Novo, ou regime Salazarista, que durou 41 anos e o derrubou.

Logo após a queda do regime, os ditos socialistas assumiram o comando da nação e, como tal, seguindo um modelo iniciado na América do Sul com nosso país vizinho, que era muito rico no passado, iniciaram uma perseguição aos empresários, sendo que muitos deles vieram para o Brasil. Promoveram, também, o fim da colonização portuguesa nas colônias africanas, em Moçambique, Angola, Guiné, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde.

Instalado o novo governo de ideais socialistas, conta a história que em algum momento, o então chanceler português convidou o seu colega sueco para conhecer o modelo implantado em seu país. Durante esta visita, o anfitrião afirmava orgulhoso e eufórico que faltava apenas acabar com uma meia dúzia de ricos para socializar de uma vez o país. O português indagou ao seu colega se lá na Suécia era a mesma coisa e este respondeu:

— Na Suécia é muito parecido, pois lá temos que acabar com uma meia dúzia de pobres, para socializar de vez o nosso país”.

Na verdade, naquele momento, os dois países eram culturalmente iguais em quase tudo, exceto na ideologia. 

Não é difícil a análise. O diálogo mostra uma visão diferenciada de dois conceitos econômicos diferentes aplicados mundo afora e que nos sugere, ao mesmo tempo, um estudo da história dos dois países: ambos sempre tiveram e têm a mesma população, atualmente em torno de 10,4 milhões de habitantes. Porém, a posição econômica de cada país deve ser avaliada, bem como o nível de felicidade de cada um, ao longo dos anos, bem como atualmente.

Segundo o relatório da “Felicidade Mundial em 2022” da ONU, publicado recentemente, que revela os países mais felizes do mundo, a Suécia está em sétimo lugar no ranking mundial. Finlândia, Dinamarca, Islândia, Suíça, Holanda e Luxemburgo encabeçam a lista. Nossa pátria mãe, Portugal, ocupa o 56º. Lugar. O Brasil ocupa a 41º. Posição. Não estamos muito felizes também apesar dos inúmeros programas sociais.

O ranking é elaborado com base em seis dados: PIB per capita, expetativa de vida saudável, apoios sociais, liberdade individual, generosidade e percepção de corrupção.

Nota-se, portanto, que os portugueses não estão muito felizes com a vida que levam em seu país. Porém, têm procurado e encontrado, com sofrimento, o caminho do sucesso e desenvolvido, nos últimos anos, com muito êxito, a vocação do país que é o turismo. Resultado disto foi que turismo e serviços em geral representam, nos dias de hoje, quase 70% do seu PIB. País recheado de boas histórias, bom acolhimento e boa estrutura turística, Portugal, de repente, tornou-se ótima opção para turistas de todo planeta.

Do lado econômico, em 2022, o PIB Sueco foi de 558.000 e o português de 240.000 bilhões de euros. Acredito ser desnecessário comentar; porém, até o acontecimento da revolução dos cravos, Portugal mantinha e explorava várias colônias, principalmente na África, onde surgiram movimentos seperatistas, logrando êxito, resultando em uma nova experiência economica portuguesa, ou numa nova acomodação da economia naquele país.

Vale a história. Porém, evidente que o dinheiro não compra felicidade, mas ajuda ser feliz, principalmente por causa da estabilidade e confiança no futuro do país e da nação.

Do contexto, a questão resultante é: Não seria melhor socializar riqueza do que socializar pobreza, opção da América Latina nos últimos 40 anos, seguindo o conceito peronista argentino e que deu no que deu? Não estamos caminhando para esta situação?

A pensar. E muito!

 

 

 

 

 

 

 

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