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Nem direita nem esquerda; é o Brasil que importa

Moacir Lázaro de Melo

13/06/2023 às 23h41
Por: Redação
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Nem direita nem esquerda; é o Brasil que importa

MOACIR LÁZARO DE MELO é empresário e líder classista em Anápolis

O sectarismo indica uma visão estreita, intolerante ou intransigente de ver as coisas como realmente elas são. É o pior dos mundos! Infelizmente, vivenciamos uma polarização muito acentuada na nação brasileira e isto atrapalha o sucesso de uma nação como um todo.

Sim, uma classe quer ver o governo fazendo a coisa certa, cuidando da educação com qualidade para todos, oferecendo segurança e saúde para toda a nação, porém gastando o que arrecada, sem corrupção e sem desperdício, desburocratizando e facilitando o desenvolvimento econômico, possibilitando diminuir as desigualdades com preparo das gerações, fatos que impõem austeridade forte, controle da inflação e políticos comprometidos. Não é fácil!

A outra classe entende que o social deve vir primeiro, até porque, acreditam, o Estado é uma mãe sem fim e que deve cuidar de tudo e de todos, garantindo alimentação, saúde, educação e segurança. Entretanto, como não existem milagres, isto equivale a dizer que alguém pagará, via impostos arrecadados, que recaem sobre toda a população, inclusive o assistido socialmente.  Esta situação, por si só, eleva sobremaneira a carga tributária que, no caso brasileiro, já está em mais de 35% de tudo o País produz e gerando déficits cada vez maiores. Neste contexto, o País perde credibilidade internacional, não cresce e fica pobre pela socialização dos recursos que vão diminuindo cada vez mais.

Ambas as classes, contudo, têm certa razão: os de direita estão corretos em manter um orçamento equilibrado. Os de esquerda, por sua vez, descobriram o que era evidente: todos precisam se alimentar e ter acesso aos sistemas de saúde, educação e segurança. Afinal, esta é finalidade do Estado. Só não se preocupam como e de onde virão os recursos e suas consequências. Neste contexto histórico, evidente que é necessário e fundamental encontrar o ponto de equilíbrio. Afinal, a parte social é de muita importância nos dias de hoje, por convivermos com altas taxas de desempregos que não diminuirão e não temos perspectivas de melhoras em virtude das novas tecnologias que chegam a cada momento e que substituem parte dos empregos, de maneira crescente.

Porém, enquanto direita e esquerda não se entendem e a divisão se arrasta, o verdadeiro problema do País, que são as injustiças sociais de toda ordem, da mesma forma, se arrastam e o corporativismo beneficiado, silenciosamente, agradece. É evidente que, de qualquer lado que você esteja é bom pensar e poder contribuir para uma nova ordem social que contemple uma sociedade mais justa para todos, ao contrário do que temos hoje em que muitos não têm nada ou ganham pouco e poucos ganhando muito. Todavia, enquanto digladiar esquerdistas e direitista esquecendo que o que importa é o Brasil e a nação brasileira, quem faz a festa são os privilegiados do atual sistema a quem não interessam qualquer mudança, principalmente no setor público. Uma pena!

Que bom seria se uníssemos todos, direitistas e esquerdistas, com a missão de salvar a pele de todos nós procurando fazer um país melhor, conclamando nossos líderes políticos para fazer as reformas tão necessárias que o país necessita (Administrativa, Política e Fiscal em andamento). O confronto que assistimos, diariamente nas redes sociais e imprensa escrita e falada, nos deixa atônitos e não nos levará a nada. Ocorre que, sem um líder nacional pacificador, as coisas ficam mais difíceis. É o que estamos assistindo diariamente. Uma lástima! Aliás, pensando melhor, será que nesta nação de mais de 215 milhões de habitantes (2023) não existe um líder político capaz de pregar e promover essa histórica e sonhada união de nosso povo? Até quando teremos que suportar o vai e vem da nação brasileira, com total desamor, desavenças, confusões, fake News?  O pior: que tipo de liderança temos hoje?

Difícil responder, infelizmente!

 

 

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