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Mulheres são presença marcante no trabalho desenvolvido nos órgãos ambientais em Minas

Secretária de Meio Ambiente é chefiada por uma mulher e possui diversas outras em cargos estratégicos

08/03/2024 às 16h50
Por: Redação Fonte: Secom Minas Gerais
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Sisema / Divulgação
Sisema / Divulgação

No Dia Internacional da Mulher, nada como destacar a presença feminina no trabalho desenvolvido pelo Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) e histórias de profissionais que vencem, diariamente, os desafios de ser mulher no mercado de trabalho.

Seja em áreas técnicas, algumas até tradicionalmente ocupadas em maioria por homens, ou em cargos administrativos e de gestão, as mulheres desbravam e assumem cada vez mais espaço em diferentes profissões que envolvem os órgãos ambientais.

Na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) , elas já são a maioria, ocupando 297 cargos, o que equivale a 60% da mão de obra dos servidores da pasta. Já a Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam) conta com 242 mulheres em seu quadro, num total de 420 servidores, ou seja, mais de 57%.

No Instituto Estadual de Florestas (IEF) , estão lotadas 308 mulheres num total de 751 pessoas, enquanto no Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) , a presença feminina é de 78 funcionárias para um total de 174 pessoas.

Considerando todo o Sisema, entre servidores efetivos e recrutamento amplo, além de contratos administrativos, somam-se 925 mulheres profissionais na ativa, das quais 201 ocupam cargo de chefia.

Percepções

A secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo, foi a primeira mulher a assumir a titularidade da pasta ambiental de Minas, em 2020. Engenheira civil de formação, com mestrado e doutorado na área de recursos hídricos, Marília é servidora efetiva do Igam desde 2006 e já passou por diversos cargos dentro do Sisema. 

“A mulher tem papel fundamental na sociedade e a cada dia vem ganhando seu espaço, seja em cargos de liderança ou em cargos institucionais e políticos, ou seja, onde ela quiser estar”, afirma. “Nós mulheres somos mães e temos responsabilidades para além das que o homem possui. Queria parabenizar as mulheres em busca da igualdade de gênero, porque ainda existe muito preconceito, mas estamos trilhando o caminho em busca da igualdade”, conclui a secretária.

A bióloga Infaide Patrícia do Espirito Santo trabalha há 35 anos no do IEF. Atualmente, está lotada na Diretoria de Unidades de Conservação. No início, desenvolvia atividades de educação ambiental e, hoje, trabalha com gestão e manejo de unidades de conservação. “A mulher tem uma ligação muito forte com o meio ambiente na questão da sustentabilidade da vida e o empoderamento nesse sentido é imprescindível”, afirma Infaide.

Trajetórias

Já Camila Eliane Torres Lacerda é formada em Administração e pós-graduada em Gestão de Políticas Públicas. Ela é assessora de Programas, Projetos e Pesquisas em Recursos Hídricos do Igam e começou a trabalhar no Sisema em 2023,  para trabalhar na Assessoria de Programas, Projetos e Pesquisa em Recursos Hídricos (ASPRH), que cuida de projetos estratégicos junto ao gabinete do Igam.

Ela conta que ainda acompanham as atividades de capacitação, através do programa Integração de Saberes, realizando atividades voltadas à inovação como, por exemplo, o programa Sisema ComCiência, e também servindo como pontos focais do Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas (Progestão) e do Pacto pela Governança da Águas, ambos pactuados junto à Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA).

“Ao olhar o Sisema, percebo que o ambiente de trabalho conta com mulheres incríveis e competentes em suas atividades. No Igam, a maioria dos cargos de liderança e gestão são ocupados por mulheres, ficando ainda mais evidente o protagonismo feminino. Em suas jornadas - em sua maioria duplas e até triplas - de trabalho, essas mulheres executam suas tarefas com maestria e profissionalismo”, afirma Camila Lacerda. 

“Hoje, trabalho em uma equipe que busca constantemente substituir antigas crenças e criar uma nova visão além dos estereótipos, reconhecendo as diferenças sem transformá-las em desigualdade. É importante lembrar que é uma trajetória em contínuo avanço, na qual as mulheres contam com o respeito e apoio daqueles que estão ao seu lado para ocupar espaços importantes”, completa.

Mestre em Desenvolvimento Sustentável e Extensão, Nayara Batista Pereira Rocha atua na Gerência de Modernização e Estratégia em Regularização Ambiental da Feam.

“Inicialmente na Semad, atuei na equipe de fiscalização, realizando registro de denúncias e requisições recebidas no órgão. Posteriormente, auxiliei na gestão de informações relativas às denúncias e requisições de órgãos de controle, bem como dos autos de infração de competência das unidades regionais”, relata Nayara, que começou a trabalhar no Sisema em 2014, e em 2018 iniciou as atividades na regularização ambiental, integrando a equipe responsável pela gestão dos dados de licenciamento e especificação do Sistema de Licenciamento Ambiental.

Atualmente, ela está na Gerência de Modernização e Estratégia em Regularização Ambiental, criada na Feam a partir da reorganização administrativa. O trabalho busca disponibilizar ferramentas tecnológicas de apoio à Regularização Ambiental, ações de modernização e otimização para licenciamento ambiental, simplificação de processos e evolução da gestão de dados e de conhecimento.

“A reflexão que deixo é para que as mulheres possam se posicionar e expressar sua opinião profissional sem que sejam invalidadas por falas que desconsideram sua opinião, ou seja, que tentam desqualificar a mulher e sua opinião sem fundamentos técnicos. É preciso ocupar novos espaços, demonstrar a nossa força e valorizar o trabalho das mulheres incríveis e profissionais de nossa instituição”, afirma Nayara.

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