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Agrodefesa intensifica inspeção fitossanitária para evitar entrada da nova praga em Goiás

Com a publicação de portaria do Mapa, que instituiu Programa Nacional de Prevenção e Controle à Praga, Agência poderá fortalecer atuação e criar mecanismos para prevenir que a planta daninha se instale nas lavouras goianas

11/06/2024 às 05h00
Por: SITE
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Agrodefesa intensifica inspeção fitossanitária para evitar entrada da nova praga em Goiás — Foto: Reprodução.
Agrodefesa intensifica inspeção fitossanitária para evitar entrada da nova praga em Goiás — Foto: Reprodução.

REDAÇÃO

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária, publicou portaria que instituiu o Programa Nacional de Prevenção e Controle da praga Amaranthus Palmeri, popularmente conhecida por caruru palmeri, que atualmente está em trabalho de erradicação no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – estados que fazem divisa com Goiás. Desde 2015, quando foi registrado o seu aparecimento em lavouras do Mato Grosso, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) adotou como parte de suas atividades a realização de inspeções fitossanitárias em lavouras de soja, milho e algodão, tendo como objetivo certificar que a praga não entre em solo goiano.

Em 2023, a Agrodefesa realizou 2.128 inspeções em lavouras de soja em Goiás, envolvendo 111 municípios. Apenas em cinco inspeções foram encontradas plantas consideradas suspeitas, mas após a análise, que leva em conta o sequenciamento genético, foi descartada a hipótese. No mesmo período, o órgão oficial de defesa também realizou 47 inspeções em lavouras de algodão, englobando 13 municípios diferentes. Em apenas uma propriedade foi encontrado exemplar suspeito, que foi descartado após análise oficial. Já nas lavouras de milho foram inspecionadas 684 propriedades em 44 municípios diferentes, sem detecção de plantas suspeitas.

É importante entender que a Amaranthus palmeri é considerada uma planta daninha agressiva que pode causar grandes perdas no potencial produtivo da cultura onde ela se dissemina. Por ser extremamente resistente aos herbicidas convencionais, se desenvolve rapidamente podendo atingir alturas superiores a dois metros. Quando em competição com a cultura, durante todo o seu ciclo de desenvolvimento, pode ocasionar perdas de produtividade no milho superiores a 91%, 79% na soja e 77% em algodão, revelaram pesquisas.

À época em que foram identificados os primeiros exemplares da Amaranthus Palmeri no Brasil, estudos apontaram que sua introdução foi possibilitada pelo empréstimo de maquinários feito da Argentina, país que, junto com os Estados Unidos, é um dos principais acometidos pela sua presença nas lavouras.

Vigilância ativa

Apesar de não ter sido identificada a presença da praga Amaranthus palmeri em solo goiano, a Agrodefesa incluiu como parte da fiscalização de campo, desde 2015, o levantamento fitossanitário para detecção da praga em lavouras de soja, algodão e milho. Conforme explica o coordenador de Grandes Culturas da Agrodefesa, Mário Sérgio de Oliveira, a seleção das propriedades monitoradas diretamente levou em consideração o histórico de importação de máquinas agrícolas provenientes dos Estados Unidos e da Argentina; propriedades com fluxo de máquinas provenientes dos estados com ocorrência confirmada da praga; proximidade com os estados onde a praga se faz presente e propriedades com relatos de presença de plantas do gênero Amaranthus que apresentaram resistência a herbicidas.

Sobre a praga

A Amaranthus palmeri possui fácil disseminação, que se dá pela produção de sementes em grande volume. Pesquisas científicas chegaram a verificar que uma planta, em período de floração, chega a produzir de 100 mil a 1 milhão de sementes. Portanto, nos estados onde a praga está presente, é indicado para as plantas em estágio de floração que, seus exemplares, após serem arrancados dentro dos parâmetros, sejam incinerados. Já as plantas que não se encontram neste estágio, devem ser eliminadas apenas com a sua extração e descarte. “A entrada da praga no estado pode aumentar o uso de herbicidas, onerar o custo de produção e ocasionar prejuízos para a agricultura goiana”, conclui Mário Sérgio.

 

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